Mauro Francini

02.05.1924 – 23.07.1982

Nascido em Conegliano Veneto em 1924, filho de artistas e descendente de uma família cuja atividade remonta à Idade Média, Mauro Francini completou os estudos clássicos participando como ator e cenógrafo nas atividades do Teatro da Universidade de Messina.

A guerra levou-o à Argélia, Tunísia e Marrocos. Em 1947, em Florença, interrompeu os estudos de Arquitetura para se dedicar completamente à pintura e, em 1951, mudou-se para São Paulo, Brasil, chamado por Adolfo Celi, como cenógrafo do Teatro Brasileiro de Comédia. Lá conheceu Clara Heteny, também pintora, com quem se casou e teve dois filhos, Marina e Lando.

No Brasil, ele se integrou ao movimento artístico do “Cone Sul” com exposições individuais e coletivas; participações nas Bienais de São Paulo e nos Salões de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Em 1959, ele se mudou para Paris com uma bolsa de estudos do governo francês e, em 1962, estabeleceu-se em Milão, onde, de 1967 a 1982, ano de sua morte, lecionou História da Cenografia e Maquiagem na Escola Cívica de Arte Dramática do Piccolo Teatro.

Obras de Mauro Francini fazem parte das coleções do Museu Nacional de Belas Artes e do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, da Pinacoteca do Estado e do Museu de Arte Moderna de São Paulo, do Museu Nacional de Belas Artes de Montevidéu, além de coleções particulares no Brasil, Itália, França, Argentina, Uruguai, Canadá, Peru, EUA, Suíça, Bélgica, Alemanha, Polônia e Hungria.