Clara Heteny

17.08.1919 – 13.09.1974

Sua primeira formação ocorreu em sua cidade natal, Budapeste, onde frequentou a Escola de Artes Aplicadas, a Escola de Desenho de Tibor Gallé e o Atelier Strasser. Entre seus professores estão o surrealista francês Marcel Jean e os pintores Sandor Bortnyik e Aurel Bernath, ex-membros da Bauhaus.

Aos 25 anos, Clara aderiu ao Movimento dos Jovens Artistas Húngaros do “Café Revue” e foi uma das “5 jovens” que, em março de 1945, deram origem à primeira manifestação artística pós-guerra na cidade destruída pelo conflito mundial.

Deixando a Hungria em 1948, após um breve período em Roma, Clara foi para o Uruguai e, posteriormente, para o Brasil.

Em São Paulo, conheceu e casou-se com Mauro Francini; lá, participaram ativamente da vida artística brasileira com exposições individuais e coletivas, participações nas Bienais de São Paulo, Salões de Arte Moderna do Rio de Janeiro, obtendo amplo consenso da crítica, prêmios e reconhecimentos. Dedicou-se a atividades teatrais como figurinista e cenógrafa, principalmente no Teatro Brasileiro de Comédia de São Paulo.

De volta à Europa em 1959, morou em Paris com o marido Mauro Francini e seus dois filhos até 1962 e depois em Milão, para onde se mudou com a família, trabalhando como editora na Mondadori, continuando a pintar e expor até sua morte.

Obras de Clara Heteny podem ser encontradas na Pinacoteca do Estado e no Museu de Arte Moderna de São Paulo, no Museu de Belas Artes de Montevidéu e em várias coleções particulares na Argentina, Brasil, Uruguai, Peru, Chile, EUA, Canadá, França, Suíça, Alemanha, Áustria, Hungria e também na Itália.